Encante-se com toda a grandeza e poder da arquitetura medieval

A Idade Média é um período da história que ficou conhecido como Idade das Trevas.

Segundo os humanistas, houve um retrocesso artístico, intelectual, filosófico e institucional devido a grande influência religiosa.

Independentemente da visão dos grandes pensadores, o fato é que houve uma grande evolução na arquitetura durante essa época.

Inspirados pela vontade de aproximar-se de Deus e de se proteger das invasões nórdicas, arquitetos criaram estruturas que marcaram a história e encantam até hoje.

Ficou curioso para saber mais? Neste artigo, vamos falar sobre a arquitetura medieval passando por seus principais estilos: o Bizantino, o Românico e o Gótico. Boa leitura!

Confira outros estilos clássicos da arquitetura:

Arquitetura Medieval: a arquitetura na Idade Média

 

A arquitetura medieval é a reunião dos estilos arquitetônicos que predominaram no mundo entre os séculos V e XV, principalmente na Europa.

Os castelos medievais começaram a ser construídos por volta do ano de 800. O objetivo era proteger os reinados Europeus das invasões nórdicas, os chamados “povos bárbaros”.

Além disso, as grandes construções aumentavam a autoridade dos reis sobre os feudos. No início, as obras eram feitas de madeira protegida por paliçadas e, mais tarde, pedras e rochas. São exemplos de obras daquele período o Castelo de Bran, o Castelo de Lichtenstein e Castelo de Alnwick.

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Arquitetura Medieval: Castelo de Bran

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Arquitetura Medieval: Castelo de Lichtenstein

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Arquitetura Medieval: Castelo de Alnwick

Durante esse período, a arte europeia foi fortemente influenciada pela religião. Por esse motivo, grande parte das obras daquela época são igrejas ou construções relacionadas à crença religiosa.

Essas obras tinham alguns significados especiais para os cristãos. A inclusão de imagens, do altar e a preocupação com os detalhes, segundo os religiosos, ajudava na aproximação com o plano superior.

Além disso, criar igrejas com estruturas robustas e muitas ornamentações era uma forma de mostrar ao povo o poder de Deus diante dos homens.

Cada estilo arquitetônico medieval retrata as mudanças no cristianismo ao longo dos séculos. Vamos começar falando sobre a arquitetura bizantina.

Arquitetura Bizantina

 

A arquitetura medieval bizantina surgiu durante o Império Bizantino, que se expandiu por vários países da Europa, o Norte da África e a Ásia menor.

O estilo tem influências do oriente, além de utilizar elementos gregos e romanos.

Uma das principais características da arquitetura bizantina é o uso de cúpulas e a planta de eixo central ou formato de cruz grega.

As cúpulas, além de servirem como cobertura das igrejas, tinham um objetivo bem específico: reproduzir a abóbada celeste. Trata-se do hemisfério celeste visível, que conhecemos popularmente como céu.

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Arquitetura Medieval: Representação da abóbada celeste

A capital do império bizantino foi Constantinopla (atual Istambul), e é lá que está uma das obras mais expressivas da arquitetura bizantina: a Basílica de Santa Sofia

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Arquitetura Medieval: Basílica de Santa Sofia

A obra possui uma grande cúpula no centro que está apoiada em pilares de mármore. Ao seu redor, estão 40 janelas que representam os 40 dias que Cristo passou no deserto.

Na mesma cidade, os arquitetos responsáveis pela Basílica de Santa Sofia projetaram a Igreja dos Santos Apóstolos. Ela tem o formato tradicional de cruz grega e possui 4 cúpulas menores cobrindo os braços da cruz.

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Arquitetura Medieval: Igreja dos Santos Apóstolos

Obras da arquitetura bizantina

 

  • Basílica de São Marcos
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Arquitetura Medieval: Basílica de São Marcos

  • Igreja de Panaghia Kapnikarea
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Arquitetura Medieval: Igreja de Panaghia Kapnikarea

  • Basílica de São Vital
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Arquitetura Medieval: Basílica de São Vital

  • Igreja de Santa Irene
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Arquitetura Medieval: Igreja de Santa Irene

Arquitetura Românica

 

A arquitetura medieval românica esteve muito presente na Europa entre os séculos XI e XIII.

Quando observamos suas obras, é possível notar como elas passam uma sensação de fortaleza, devido à grossura de suas paredes. Além disso, não há muitas janelas e aquelas que existem são pequenas.

Essas características têm um motivo: o objetivo era impedir a entrada das “forças do mal”. Já em castelos, o propósito era evitar o ataque de inimigos durantes as guerras.

No interior das obras, existem muitas esculturas, vitrais e pinturas que abordavam temas cristãos, como a vida de Jesus e passagens da Bíblia.

Essa foi a forma que a Igreja encontrou para ensinar os princípios cristãos ao fiéis, que naquela época dificilmente sabiam ler.

As igrejas de peregrinação

 

As catedrais de Cluny e Santiago de Compostela são exemplos de igrejas de peregrinação na época. Elas recebiam grandes multidões e procissões e, por isso, havia a necessidade do deambulatório.

Trata-se de um espaço perto do altar que permite a circulação de pessoas sem atrapalhar a cerimônia.

Seu sistema estrutural é feito por meio de contrafortes, paredes compactas, poucas aberturas e cobertura em abóbada.

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Arquitetura Medieval: Catedral de Santiago de Compostela

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Arquitetura Medieval: Planta da Catedral de Santiago de Compostela

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Arquitetura Medieval: Abadia de Cluny

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Arquitetura Medieval: Planta da Abadia de Cluny

Obras da arquitetura românica

 

  • Igreja Sé Velha
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Arquitetura Medieval: Igreja Sé Velha

  • Igreja Nossa Senhora a Maior
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Arquitetura Medieval: Igreja Nossa Senhora a Maior

  • Igreja Germiny des Prés
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Arquitetura Medieval: Igreja Germiny des Prés

  • Catedral de Santa Maria (Duomo di Pisa)
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Arquitetura Medieval: Catedral de Santa Maria (Duomo di Pisa)

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Arquitetura Medieval: Catedral de Santa Maria (Duomo di Pisa) – Interior

  • Batistério de Florença
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Arquitetura Medieval: Batistério de Florença

  • Basílica de San Miniato al Monte
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Arquitetura Medieval: Basílica de San Miniato al monte

Arquitetura Gótica

 

A arquitetura medieval gótica prevaleceu na Europa entre o final do século XIII ao XV.

O formato horizontal foi substituído pelo vertical, o que fez com que as construções aumentassem a sua altura – é como se elas estivessem mais perto do céu.

A estrutura que possibilitou esse avanço é o arcobotante. Em formato de meio arco, sua principal característica é fornecer apoio e distribuir o peso entre paredes e colunas.

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Arquitetura Medieval: Arcobotante

Diante desse novo contexto, diferente do estilo romano, as obras góticas tinham as paredes finas e o aspecto mais leve.

Outra diferença é que no período gótico as janelas aparecem em maior quantidade.

Em relação às esculturas, os escultores passaram a criar figuras com aspecto mais real e humano.

Um dos elementos de maior destaque na arquitetura gótica são as gárgulas. Elas eram colocadas no alto das igrejas e catedrais e funcionavam como um “cano” para escorrer a água das chuvas.

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Arquitetura Medieval: Gárgula

E por que usar imagens monstruosas para essa função? Uma das teorias é que gárgulas serviam para afastar os maus espíritos da Igreja.

Outra hipótese é que as imagens ajudavam a lembrar os fiéis que o demônio sempre estava de olho, mesmo em um local sagrado. Dessa forma, eles precisavam sempre estar em oração.

Além das gárgulas, outros elementos característicos da arquitetura gótica são os florões, as rosáceas e o vitrais.

Obras da arquitetura gótica

 

  • Catedral de Notre Dame
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Arquitetura Medieval: Catedral de Notre Dame

  • Abadia de Saint Denis
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Arquitetura Medieval: Abadia de Saint Denis

  • Igreja Negra
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Arquitetura Medieval: Igreja Negra

  • Catedral de Milão
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Arquitetura Medieval: Catedral de Milão

  • Catedral de Amiens
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Arquitetura Medieval: Catedral de Amiens

Ler sobre a história da arquitetura sempre traz uma informação nova e curiosa, não é mesmo? E já que estamos falando em história, aproveite também para conferir a evolução do Design de Interiores, desde a idade da Pedra até hoje:

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