Tudo o que você precisa saber sobre os estilos de arquitetura que marcaram cada época

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Estilos de arquitetura: Museu militar de Lisboa

A arquitetura tem o propósito de projetar e erguer edifícios – ou outros tipos de espaços construídos.

Estilos de arquitetura são tipos de classificações utilizadas para identificar os locais e períodos de tempo ao qual pertencem as obras arquitetônicas. Levam-se em consideração várias características formais, inclusive as influências de trabalhos de outros criadores sobre cada obra.

Os estilos de arquitetura são um forma artística de representação do comportamento e dos costumes de um povo e de uma época. Por isso, sua estética, proporções, usos e aplicações de materiais e técnicas funcionais e estruturais caracterizam cada estilo em particular.

A lista abaixo apresenta alguns modelos de estilos que existiram ao longo da história.

Mas antes de começarmos, confira também nosso infográfico sobre a emocionante história do Design de Interiores e sua evolução desde o antigo Egito até os dias de hoje.

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Estilos de Arquitetura da Antiguidade

 

Arquitetura do Egito

 

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Estilos de arquitetura: Esfinge

A arquitetura egípcia compreende um período que vai de 4000 a.C. a 30 a.C..

É a partir de 3650 a.C., com os faraós da III à VI dinastias, que inicia a época das famosas pirâmides. Arquitetonicamente, elas se dividem em dois tipos, de degraus e lisas.

A primeira pirâmide construída é a Vermelha, em Dahsur. Mas, o primeiro grande edifício de pedra, localiza-se em Sacara, lugar das construções funerárias mais antigas.

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Estilos de arquitetura: Pirâmide de degraus em Sacara

A pirâmide de degraus projetada pelo arquiteto Imhotep foi muito importante na história da arquitetura do Egito, pois se tratava de uma evolução das mastabas.

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Estilos de arquitetura: Mastaba

Estas, por sua vez, eram túmulos profundos, de base retangular e forma trapezoidal, feitos em tijolos de lama.

Depois disso, as proporções de templos religiosos, hipogeus, cenotáfios e outros, se tornaram maiores, evoluindo para complexos conjuntos edificados.

Um exemplo é a Necrópole de Gizé, onde estão as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, além da Grande Esfinge, da IV dinastia – elas são consideradas umas das sete maravilhas do mundo antigo.

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Estilos de arquitetura: Necrópole de Gizé

Embora houvessem lugares destinados para moradias, estábulos, oficinas e demais edificações, a maior parte das construções egípcias era de uso religioso.

Qualquer edifício civil recebia menos atenção dos construtores e era feito com materiais pouco duráveis.

Já os grandes templos, como de Lúxor e de Karnak, eram volumes sólidos, resistentes, que se adaptavam melhor às condições do meio.

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Estilos de arquitetura: Templo de Karnak

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Estilos de arquitetura: Templo de Lúxor

Se você gostou da arquitetura egípcia, então vai adorar conhecer a arquitetura africana, um dos estilos mais antigos do mundo que está em evolução há mais de 35 mil anos.

Arquitetura em Estilo Clássico

 

Um edifício clássico é aquele cujos elementos decorativos derivam direta ou indiretamente do vocabulário arquitetônico do mundo antigo – o mundo clássico.

– John Summerson.

A arquitetura em estilo clássico refere-se ao período conhecido como ‘Antiguidade Clássica’, compreendendo, principalmente, o apogeu da cultura grega e romana. Mas, alguns estudiosos também estendem este termo para toda a arte que foi inspirada nestes povos, como a renascentista e a neoclássica.

Arquitetura Grega

 

Os gregos antigos se destacaram muito no campo das artes.

O período mais importante do desenvolvimento da arquitetura grega foi entre os séculos VII a.C. e IV a.C.

Na península da costa mediterrânea, próxima à Turquia, estão os melhores exemplares, como o grande templo em mármore do Partenon. Ele foi dedicado à deusa Atena e erguido pelos construtores Ictínio e Calícrates, em 447 a.C..

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Estilos de arquitetura: Partenon

As características mais marcantes da arquitetura grega são a racionalidade, o rigor e a precisão dos elementos geométricos, matematicamente perfeitos.

Estes traços devem-se às influências da cultura micênica e de culturas mediterrâneas. Mas, questões como a ótica foram mais bem aperfeiçoadas; além do uso de pórticos e colunas, estabelecendo as ordens dórica, jônica e coríntia.

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Estilos de arquitetura: colunas Dórica, Jônica e Coríntia

Além dos templos, nas Pólis também havia palácios, como o Mégaron, e outras edificações:

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Estilos de arquitetura: Megaron

  • A ágora, uma praça rodeada de construções públicas onde aconteciam os debates;
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Estilos de arquitetura: Ágora nos dias de hoje

  • As stoas, ruas cobertas onde se vendiam mercadorias;
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Estilos de arquitetura: Stoa nos dias de hoje

  • Os anfiteatros ao ar livre, em forma de semicírculo, sobre declives naturais.
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Estilos de arquitetura: Anfiteatro grego

Quanto às moradias, mesmo as do período helenístico eram modestas – em tijolo cru e madeira.

Arquitetura Romana

 

A arquitetura romana sofreu influência das culturas grega e etrusca.

Era igualmente luxuosa e grandiosa. Mas, foi mais expressiva na construção de templos, além outras obras como:

  • mosteiros;
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Estilos de arquitetura: Mosteiro Santi Quattro Coronati

  • bibliotecas;
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Estilos de arquitetura: Biblioteca de Celso

  • circos;
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Estilos de arquitetura: Circus Máximus

  • hipódromos;
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Estilos de arquitetura: Hipódromo de Tiro

  • aquedutos;
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Estilos de arquitetura: Aqueduto

  • pontes;
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Estilos de arquitetura: Ponte Céstio

  • e termas.
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Estilos de arquitetura: Terma Romana

E todas estas construções eram ricamente decoradas com estátuas, mosaicos, pinturas e estuques.

Os romanos também inovaram introduzindo na arquitetura novos materiais, como o cimento, e novas técnicas, como o arco.

Eles conservaram muitas das tradições anteriores, mas acrescentaram outras – as ordens toscana e composta. Além dos templos, como o Panteão, construído em Roma, aproximadamente no ano de 115, existiam outros modelos de construções nas cidades.

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Estilos de arquitetura: Panteão

Os arcos, como o de Constantino, do ano de 312, serviam para comemorar as vitórias de batalhas.

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Estilos de arquitetura: Arco de Constantino

Os anfiteatros, como o Coliseu, do ano 70, eram redondos, com vários pavimentos, e com marcados arcadas e colunas.

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Estilos de arquitetura: Coliseu

E as casas eram desenvolvidas em volta de espaços abertos, com direito a átrio, peristilo, beldeum – uma terma em escala menor.

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Estilos de arquitetura: Esquema de casa romana antiga

A arquitetura romana também influencia grandes obras até hoje, onde temos como exemplo os Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro.

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Estilos de arquitetura: Arcos da Lapa

Assim como a arquitetura romana, a arquitetura asiática é uma das mais antigas que se tem notícia, com registros de mais de 5 mil anos de idade. Saiba mais em nosso artigo.

Estilos de arquitetura da Idade Média

 

Arquitetura Romântica

 

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Estilos de arquitetura: Castelo de Neuschwanstein no inverno

A arquitetura romântica surgiu na Europa, na região da Normandia, durante o século X.

Ela foi inspirada nos estilos de arquitetura do período clássico, principalmente dos romanos. A ideia dos artistas era se desvencilhar de certas convenções em favor da liberdade de expressão. Só que, ao mesmo tempo, eles foram contraditórios.

No final do século XVIII, com o processo de industrialização, materiais como o ferro e o aço já eram altamente empregados na construção civil.

Acabou que essa nova forma de expressão se tornou, com o tempo, algo menos expressivo do que se pretendia. Mesmo assim, os românticos incorporaram vários conhecimentos à arquitetura – os acumulados por povos longínquos, como os chineses, os indianos e os africanos.

As construções românticas caracterizam-se por sua personalidade. São estruturas irregulares, de geometrias complexas, com planos em movimento – alguns em curvas.

Seus criadores abusaram dos efeitos de luz e das decorações pitorescas para atrair a atenção dos observadores, sensibilizando-os e emocionando-os. Não há como comparar os interiores do romantismo com os de outros estilos de arquitetura.

Exemplos de arquitetura romântica

 

  • Ópera Garnier;
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Estilos de arquitetura: Ópera Garnier

  • Castelo de Neuschwanstein;
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Estilos de arquitetura: Castelo de Neuschwanstein

  • Westminster.
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Estilos de arquitetura: Palácio de Westminster

Arquitetura Gótica

 

A arquitetura gótica surgiu na Europa, durante o século XII.

Ela é popularmente chamada, no meio acadêmico, de “arte das catedrais”. Isto porque, durante este tempo foram construídas muitas catedrais, igrejas, basílicas e mosteiros.

Foi o resultado de uma visão teocêntrica – Deus no centro do mundo – aplicada pela religião católica. Acreditava-se que sem lugares corporificados o poder se dissiparia, assim como a fé.

O gótico rompeu com todas as ideias dos estilos de arquitetura anteriores. Para começar, as plantas dos templos eram em formato de crucifixo.

Os monumentos eram verticalizados, com torres pontiagudas e esguias. Suas paredes eram finas e leves.

Os arcos de ogiva, arcobotantes, abóbadas cruzadas e colunas estreitas ajudavam as construções a terem dimensões mais altas, mas ainda em formatos discretos e leves.

As igrejas também eram mais bem iluminadas. A ornamentação também estava incorporada em janelas, paredes e portas. Havia belíssimos vitrais; e as rosáceas, colocadas sobre os portões de entrada.

Um tipo de escultura muito utilizada nesse período eram as gárgulas.

Exemplos de arquitetura gótica

 

  • catedral de Saint-Denis;
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Estilos de arquitetura: Catedral de Saint Denis

  • Notre Dame;
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Estilos de arquitetura: Catedral de Notre Dame

  • Chartres;
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Estilos de arquitetura: Catedral de Chartres

  • Colônia;
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Estilos de arquitetura: Catedral de colônia

  • Santa Maria del Fiore.
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Estilos de arquitetura: Catedral de Santa Maria del Fiore

O estilo gótico possui obras ligadas à religião assim como a arquitetura sacra, que além das construções, sua arte também é voltada para a fé religiosa. Confira em nosso post essa ligação entre a arquitetura, a arte e o divino.

Estilos de arquitetura da Idade Moderna

 

Arquitetura Barroca

 

O barroco é um dos estilos de arquitetura que se inicia na Europa, a partir do século XVII, e espalhando-se também pela América Latina.

Assim como o gótico, sua expressão típica eram as igrejas, as catedrais e os mosteiros – construídos em maior quantidade durante o movimento de Contra Reforma, em resposta à Reforma Protestante. No Brasil, essa influência está evidente, principalmente, em Ouro Preto.

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Estilos de arquitetura: Igreja em Ouro Preto

O estilo da arquitetura barroca é inconfundível. As igrejas eram marcadas por abóbadas, arcos e contrafortes. Eram extravagantes e imponentes, com tetos elevados, bem elaborados e com elementos que davam uma dimensão de infinito.

As janelas também eram amplas. O jogo de cheios e vazios das fachadas anunciavam uns interiores sempre rebuscados, com muitas pinturas e esculturas dramáticas.

As paredes e colunas transmitiam uma impressão de poder e movimento. Suas linhas se entrecruzavam e retorciam, formando planos ora côncavos, ora convexos e terminando em lindas cúpulas.

Diferente de outros estilos, o barroco destacava o dinamismo através de diferentes efeitos visuais. Curvas e espirais faziam oposição à ideia de estática dos prédios, provocando o imaginário do observador.

Além da contribuição para a arte sacra, os arquitetos barrocos desenvolveram outros programas. A começar pela revolução urbanística que fizeram.

Houve reordenamentos mais planejados, além da criação de vários parques e jardins importantes, a grande maioria circundante aos edifícios. E também foram construídas várias mansões, em uma clara demonstração do pensamento ostentoso.

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Estilos de arquitetura: Interior da Igreja de São Francisco com 800 kg de ouro

Exemplos de arquitetura barroca

 

  • Igreja de San Carlo Borromeo
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Estilos de arquitetura: Igreja de San Carlo Borromeo

  • Igreja de Sant Agnesse;
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Estilos de arquitetura: Igreja de Sant’ Agnesse

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Estilos de arquitetura: Interior da Igreja de Sant’ Agnesse

  • Piazza di San Pietro;
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Estilos de arquitetura: Piazza di San Pietro

  • Palácio Carignano.
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Estilos de arquitetura: Palácio Carignano

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Estilos de arquitetura: Interior do Palácio Carignano

Arquitetura Neoclássica

 

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Estilos de arquitetura: Museu Britânico

A arquitetura neoclássica foi um movimento cultural surgido na Europa, no final do século XVIII, em reação aos estilos de arquitetura renascentista.

Ele coincidiu com a Revolução Industrial e as artes Decó, Nouveau, neogótico e eclético. Foi caracterizado por diferentes correntes internacionais, conforme as tradições estabelecidas em cada país. Acabou se difundindo pela Rússia, Estados Unidos e América Latina.

O neoclássico propõe uma retomada dos valores da cultura clássica. Por exemplo, a racionalidade das formas e a gramática formal de elementos de construção tradicionais, só que adaptados à realidade moderna.

Esse pensamento foi influenciado pelos iluministas, que desejavam redescobrir o “natural”. Os significados de “razão” e “progresso” pareciam mudar, instigando ideias de liberdade e valorização do indivíduo.

Observa-se, na arquitetura neoclássica, a tentativa dos projetistas em resolver problemas da prática construtiva.

Empregam-se materiais mais nobres, como o mármore, e faz-se o uso do concreto e, posteriormente, do metal.

São características também as presenças de abóbadas de berço e de aresta, cúpulas, pórticos colunados coríntias, frontões triangulares, balaústres, platibandas, entre outros.

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Estilos de arquitetura: Biblioteca de Saint Geneviève

Exemplo de obras neoclássicas

 

  • Chiswick House;
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Estilos de arquitetura: Chiswick House

  • A Casa Branca;

  • Palácio do Itamarati.
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Estilos de arquitetura: Palácio do Itamarati

O neoclassicismo na arquitetura russa chegou durante o período Petersburguês. Veja como isso influenciou as construções dos períodos seguintes em nosso post.

Estilos de arquitetura da Idade Contemporânea

 

Arquitetura Moderna

 

A arquitetura moderna não é apenas um movimento, mas um conjunto de escolas arquitetônicas. Elas surgiram entre o final do século XIX e a metade século XX, especialmente entre os anos de 1920 e 1960.

Essa foi à consequência da reação europeia de buscar novas soluções para os problemas que vinham sendo gerados pelas mudanças sociais e econômicas desde a Revolução Industrial.

Um dos princípios básicos do modernismo era rejeitar toda arquitetura anterior. Descendentes da escola alemã Bauhaus de Arquitetura, personalidades como Walter Gropius, Le Corbusier e Frank Lloyd Wright pregaram que o artista não era diferente do artesão.

E também ajudaram a arquitetura a resgatar, por um tempo, seu prestígio. Isso fez com que as novas gerações estivessem mais engajadas em mudar o mundo.

Portanto, mais do que ser um estilo, o modernismo era uma atitude ética comportamental. Ela se estendeu pelas artes visuais, literárias e outras.

Assim se viu na Semana de 1922, no Brasil. “Menos é mais” e “a forma segue a função”, sintetizaram Mies Van der Rohe e Louis Sullivan. Nada de repertórios do passado, hábitos antiquados, propriedade privada e crença de um homem universal.

A ordem era outra. Vertentes como o ‘International Style’ e ‘Arquitetura Orgânica’ buscavam o racionalismo, funcionalismo e economia.

Espaços abstratos, geometria definida, nenhum ornamento – com exceção dos painéis decorativos; além de materiais aparentes, pilotis, panos de vidro contínuos e muito mais, pregados pelos cinco pontos da arquitetura moderna.

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Estilos de arquitetura: Vila Savoye de Le Corbusier

Esta essência está presente nos trabalhos de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.

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Estilos de arquitetura: Museu das missões – Lúcio Costa

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Estilos de arquitetura: Auditório do Ibirapuera – Oscar Niemeyer

Arquitetura Pós-Moderna

 

Arquitetura pós-moderna é um termo designado para uma série de novos estilos de arquitetura iniciados a partir do final da década de 1920.

Foram três vertentes:

  • Historicista;
  • Regionalista;
  • High-tech.

Seu auge foi na década de 1950, com o início das investigações a respeito das culturas populares e construções vernaculares.

No Brasil, tal debate não existiu. Apenas adotaram-se os elementos da manifestação americana.

Os arquitetos pós-modernistas reavaliaram o papel da história e dos elementos naturais nas criações arquitetônicas.

Criticaram a austeridade moderna. Propuseram uma melhor relação com o entorno dos edifícios, entre o novo e o antigo; e entre alturas, escalas, e modulações. A multiplicidade de usos e principalmente, a personalização de projetos.

As artes pós-modernistas trouxeram de volta o “individualismo subjetivo”. Ou seja, elas deram mais liberdade para que os criativos expressassem sua visão e também que os clientes participassem da concepção das obras, contribuindo com as suas opiniões.

Desde então, os arquitetos preocupavam-se mais com os diferentes tipos de públicos que habitavam os espaços por eles construídos.

O pós-moderno (…) privilegia a ‘heterogeneidade e a diferença como forças libertadoras na redefinição do discurso cultural’. A fragmentação, a indeterminação e a intensa desconfiança de todos os discursos universais ‘totalizantes’ são o marco do pensamento pós-moderno.

– David Harvey.

Claro que, o pós-modernismo não deve ser entendido como uma antítese ao modernismo. Trata-se de uma evolução natural.

Porém, alguns arquitetos passaram toda a carreira criticando com ironia a visão dos modernistas, através de padrões de ornamento e formas de composição antigas.

Apenas moldavam os espaços segundo objetivos e princípios estéticos, sem pensar num objetivo social abrangente.

Exemplos de arquitetura pós-moderna

 

  • A Onda;
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Estilos de arquitetura: A Onda

  • Ópera de Sydney;
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Estilos de arquitetura: Ópera de Sydney

  • Cidade das Artes e das Ciências.
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Estilos de arquitetura: Cidade das Artes e das Ciências

Arquitetura Contemporânea

 

E no fim desta lista de estilos de arquitetura – mas não menos importante – temos a arquitetura contemporânea.

Nas últimas décadas do século XX, surgiram várias tendências artísticas divergentes, como a sustentável, a futurista e o desconstrutivismo.

Algumas buscavam seguir, novamente, o raciocínio moderno – no Brasil, por exemplo, tendeu-se para o minimalismo, outras assumiram um comportamento mais pluralista.

Pode-se dizer que a arquitetura contemporânea é um movimento marcado por diferentes influências. E assim é desde os anos oitenta até os dias atuais.

Utilizam-se novos elementos e materiais – como os naturais e os recicláveis – e também novas tecnologias construtivas, sem que sejam, obrigatoriamente, as mesmas em todas as formas de expressão.

Contudo, os projetistas contemporâneos vão manifestar nas obras preocupações em comum, como a funcionalidade, o conforto térmico, o design dinâmico e a economia verde. Neste período, aparecem construções em formato irregular, ambientes mais abertos e janelas de grandes dimensões.

São destaque os trabalhos dos arquitetos Rem Koolhas, Tadao Ando, Richard Meier, Álvaro Siza, Robert Venturi, entre outros.

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Estilos de arquitetura: Prédio sede da CCTV – Rem Koolhaas

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Estilos de arquitetura: Asian Museum of Modern Art – Tadao Ando

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Estilos de arquitetura: Igreja do Jubileu – Richard Meier

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Estilos de arquitetura: Fundação Iberê Camargo – Alvaro Siza

Agora que você aprendeu sobre todos os estilos de arquitetura, conheça também 10 incríveis obras de arquitetura famosas mundialmente e se inspire.

Confira detalhes de alguns estilos em nosso blog:

Gostou de conhecer os estilos de arquitetura? O que acha de aprender agora a como conquistar seus clientes e divulgar seu trabalho? Conheça os cursos do Viva Decora PRO Academy, especialmente desenvolvidos para arquitetos e designers de interiores com espirito empreendedor.

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