Aprenda como cobrar projeto de arquitetura e garantir seu lucro

Compreender a melhor forma de como cobrar projeto de arquitetura causa muitas dúvidas para os profissionais do meio, já que existem variadas maneiras de definir o valor de seu trabalho para mantê-lo valorizado e competitivo contra a concorrência.

Pessoas normalmente com foco na criatividade, arquitetos, muitas vezes, deixam de lado esta importante etapa de qualquer projeto: a precificação, o que é um erro grave.

Simplesmente definir um valor aleatório pode causar consequência irreparáveis para seu negócio, e você vai acabar trabalhando muito e ganhando pouco, ou até tendo prejuízo em alguns momentos.

Se você quer mesmo se tornar um empreendedor na arquitetura, precisa se dedicar a parte financeira, não há outra alternativa.

Aliás, existem várias competências que um arquiteto precisa desenvolver, você pode saber mais sobre isso nesta postagem de nosso blog: Como ser um bom arquiteto em 5 passos

Com cobrar projeto de arquitetura, 4 pontos fundamentais

 

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como cobra projeto de arquitetura

Entender os primeiros passos e a maneira de como serão feitos os cálculos também geram muitos questionamentos por quem está começando na área, pois se executados de maneira errada, podem provocar prejuízos, ou até mesmo, a suspensão de um contrato com um cliente de grande potencial, por exemplo.

Para facilitar essa difícil tarefa, listamos alguns passos para que você analise e comece a entender por onde começar e como cobrar projeto de arquitetura de forma correta no seu negócio.

1- Precificação e orçamento

 

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como cobrar projeto de arquitetura: orçamento

A precificação e o orçamento são técnicas utilizadas para chegar aos custos e despesas do escritório e, consequentemente, chegar a uma conclusão de como cobrar projeto de arquitetura.

O custo é tudo aquilo que é gasto no escritório para trabalhar para o cliente, sendo que cada um tem um custo diferente.

Este cálculo é um passo de extrema importância pois, somente a partir daí, será possível estimar o preço de cada projeto.

Um ponto a ser considerado para se chegar ao custo se refere ao tipo de projeto que será realizado e tudo que será oferecido ao cliente. Custos personalizados como multi desenhos, vídeo, levantamentos topográficos, fotos aéreas, devem ser levados em conta.

É necessário, acima de tudo, que o arquiteto e o designer de interiores saibam entender perfeitamente a necessidade que o cliente tem para que o resultado final do projeto seja satisfatório, sem que eles sacrifiquem seu trabalho em função de um preço menor.

Se você quer saber mais sobre como atrair clientes para seu empreendimento de arquitetura, não deixe de conferir o Ciclo do Encantamento, uma estratégia em 12 etapas para arquitetos empreendedores que querem alcançar o sucesso em suas carreiras.

2- Gerenciamento dos serviços prestados

 

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como cobrar projeto de arquitetura: gerenciamento de serviços

Todo escritório de arquitetura necessita de um bom gerenciamento para que os serviços e projetos sejam elaborados na melhor qualidade, dentro do orçamento e no prazo contratual, e com lucratividade.

Antes de mais nada, é preciso basear-se exatamente naquilo que foi vendido para o cliente. Caso contrário, corre-se o risco do projeto ter detalhes e especificações que não foram contratados, ou seja, o trabalho poderá ser menos lucrativo do que deveria ser.

Gerenciando o escritório da melhor maneira possível, o projeto vai ter a lucratividade e a margem que foi orçada na fase na fase inicial da contratação e, para isso, é importante ter processos claros e bem definidos em sua empresa.

Para se aprofundar mais nessa parte do gerenciamento de seu escritório, sugerimos a leitura deste texto: O que é gestão por processos para arquitetos e designers de interiores

3- Conceito de negócio

 

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como cobrar projeto de arquitetura: conceito de negócio

Todo negócio deve ter um determinado lucro para poder arcar com os custos diretos do escritório e finalizar um projeto com o sucesso esperado, sem isso, não há como cobrar projeto de arquitetura adequadamente.

Os gastos envolvidos com produção são chamados de custos diretos, ou seja, são diretamente relacionados à despesas da criação, como as horas do profissional que faz as plantas ou o preço de materiais usados nas obras, por exemplo.

Já os chamados custos indiretos são basicamente usados para manter a estrutura do negócio, e se referem aos gastos com a manutenção do escritório em si, como aluguel, luz, telefone, comercialização, etc. (vamos ver isso em detalhes mais adiante).

Outra coisa que deve ser levada em consideração ao cobrar projeto de arquitetura é que cada serviço tem uma margem de lucro diferente. E, por isso, é muito importante definir claramente o que seu escritório faz, o conceito do seu negócio.

Prestar “serviços gerais de arquitetura” é um erro. Defina sua especialidade e, assim, além de se tornar referência em sua área, ficará muito mais fácil de definir preços, já que os serviços serão sempre na mesma área, com fornecedores, materias e outros custos que você já conhecer muito bem.

Nesse sentido, você conseguirá margens maiores. A margem é a lucratividade obtida em cada contrato para remunerar o ato de empreender, e é definida de acordo com o mercado, ou seja, é possível ganhar mais ou menos, dependendo da especialidade que você escolheu.

Isso acontece porque a pessoa que empreende está correndo um risco que não correria caso fosse, por exemplo, um arquiteto assalariado.

Veja também: Como fazer o controle financeiro do seu escritório de arquitetura e da sua vida pessoal

Assim, além de pagar seus custos do projeto, as despesas gerais do escritório e ter um lucro sobre isso, o empreendedor ainda acrescenta um valor a mais, em função do mercado em que atua, a título de remuneração de seu risco e de sua iniciativa empreendedora.

Na dúvida de qual especialidade definir para seu conceito de negócio? Este artigo pode te ajudar: Tipos de arquitetos: qual o seu? Como escolher (ou mudar) sua área?

4- Tipos de custos

 

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como cobrar projeto de arquitetura: tipos de custos

Todos os itens analisados devem ser remunerados pelo cliente e inclusos na proposta de preço negociada no ato da contratação.

Uma questão que gera muitas dúvidas nos profissionais do meio é como chegar em um custo que seja viável tanto para o escritório quanto para o cliente.

Muitas vezes, profissionais como arquitetos e designers de interiores se deparam com a seguinte situação: o que fazer para não perder dinheiro e, ao mesmo tempo, não perder o cliente?

Lembre-se: baixar o preço para “ganhar” um cliente não é uma alternativa sustentável!

Para isso, é preciso chegar em um custo que seja viável tanto para o escritório quanto para o cliente.

Falamos brevemente sobre isso nos parágrafos anteriores, mas este conceito é tão importante para quem quer saber como cobrar projeto de arquitetura que fazemos questão de reforçar.

Conheça abaixo os tipos de custos que devem ser levados em consideração:

 

  • Custos diretos: devem ser pagos pelo cliente e estão dividido em custos com mão de obra (profissionais que trabalham na produção do projeto como arquitetos, designers e desenhistas) e custos ligados à produção do serviço (pagamento de custos com consultoria, viagens, uso de veículo, taxas, etc);
  • Custos indiretos: são as despesas que não estão diretamente relacionadas com a produção do projeto em si, com as instalações e o funcionamento do escritório (aluguel, contador, secretária, contas de luz, condomínio, etc);
  • OBS.: Os custos com impostos em geral também devem constar na proposta.

Lembre-se: os valores necessários para executar com rentabilidade o serviço (planos, projetos, consultorias e outros) que não forem incluídos na proposta de preço para o cliente, deverão ser pagos pelo escritório, o que acarretará na diminuição de sua rentabilidade.

Quer saber ainda mais sobre como cobrar projeto de arquitetura?

Confira este vídeo com uma palestra da Viva Decora específica sobre precificação: