Acessibilidade: decorar apartamento pequeno

 

A simplicidade em se mover é tão natural para a maioria das pessoas, que nos esquecemos das barreiras que existem em todos locais. Desviamos o tempo todo de obstáculos e fazemos dos mais improváveis apertos, espaços acessíveis a pessoas sem necessidades especiais e só pensamos em acessibilidade ao ver um cadeirante. Quantas topadas damos em um só dia? Não pensamos na acessibilidade de nossa decoração apartamento, pois andamos, ouvimos e enxergamos habitualmente. Somos adaptáveis às situações e desviamos naturalmente de objetos, subimos em bancos para alcançar o prato, abaixamos para conectar a tomada, nos debruçamos na pia da cozinha, fazemos de tudo com nosso corpo para resolver nosso dia a dia. Aceitar malabarismos não torna um espaço acessível.

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Se não conseguirmos projetar espaços acessíveis às nossas necessidades diárias ou até mesmo temporárias, fica claro que esse espaço em nada atenderá à necessidade de quem, permanentemente, usa a cadeira de rodas, muleta ou bengala. Acreditar que um espaço atenderá a todos sem projeto adequado é falácia.

Um espaço sem adequações às normas não atenderá as necessidades especiais e causará espaços sem padronização, que pode ocasionar maiores segregações. Normas existem e são feitas para atender um desenho universal e proporcionar o mínimo de conforto e possibilidade de uso a espaços acessíveis e contemplar conforto visual sem perda da usabilidade. O conhecimento dessas normas é obrigatório aos profissionais de design.

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Quarto casal

O projeto de um apartamento contemporâneo deve atender a algumas necessidades, inclusive na hora de decorar apartamento pequeno, facilitando atos cotidianos como comer, dormir, realizar a higiene pessoal e também o momento de descanso. Não existe mais aquele conceito de hierarquia entre os ambientes, como na casa da vovó. A importância dos espaços deve ser definida pelo usuário e suas necessidades.

 

A integração visual dos espaços é aceita e muito bem-vinda a partir do momento que liberamos espaços e os damos múltiplos usos. Aumentamos a mobilidade, retiramos barreiras e damos possibilidade de enxergar o ambiente mais facilmente, possibilitando domínio visual. As alturas e espaços adaptados às necessidades do usuário configuram espaços exclusivos e essencialmente inclusivos. A inclusão se faz pela autonomia do usuário. Ou seja, o  morador não depende da ajuda de outros para alcançar objetos em seu guarda-roupas ou transitar pela sala de estar sem quebrar um enfeite. O apartamento acessível faz do dormir, do comer e da higiene questões naturais e sem obstáculos à autonomia diária dos usuários especiais, inclusive na hora de decorar apartamento pequeno.

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Cozinha aberta

A acessibilidade do portador de necessidade especial em apartamentos fica atrelada a um design acessível, que não deve limitar-se a ambientes amplos. Hoje em dia, a maioria dos apartamentos são pequenos e decorar apartamento pequeno é mais complicado. Esta é a realidade do mercado imobiliário. O designer deve projetar ambientes acessíveis também nesta realidade. O desempenho inclusivo para autonomia do usuário deve estar em espaços compactos planejados que adequem design de ambientes e de produtos.

 

Flávia Nogueira é colaboradora do Viva Decora e  professora da pós-graduação em Projetos de Interiores da Universidade Anhembi Morumbi.