Decorar casa pequena pode ser mais fácil do que você imagina

Para viver bem numa casa ou apartamento pequenos, sem sucumbir diante do acúmulo de elementos e objetos, achando que a razão para não estar feliz é por que a metragem é pouca, alguns pontos precisam ser colocados e mudanças acionadas.

 

Truques simples mostram como decorar casa pequena vale a pena

Tais direcionamentos são fundamentais, e aqui os resumiremos no intuito de colaborar para que, sendo aplicados, o astral melhore, as coisas se mantenham em seus lugares, e exista uma linguagem definida na casa, pois decorá-la se tornará algo possível.

O primeiro passo é a organização. Caso não tenha facilidade, contrate um personal organizer, ele fará maravilhas por você, vale cada centavo aplicado. Ou siga as coordenadas básicas e faça você mesmo.

Primeiramente descarte tudo aquilo que não te faça feliz, ou o que esteja sem condições de uso (quebrado, rasgado, etc). Vale mandar pro conserto, doar ou jogar fora, você decide. E tem que ser tudo da casa toda numa levada só (essa história de “farei um pouquinho por semana, aos sábados de manhã, blá blá blá, não funciona! Você vai desanimar).  Comece por coisas sem tanto valor sentimental, como livros, roupas, utensílios, depois passe para documentos, fotos, cartões, ou não progredirá tanto se fizer o inverso (daquilo que tem mexe com o nosso emocional é mais difícil de desapegarmos).

Tá, sobrou o essencial. Tente mesmo deixar só o básico, especialmente se a casa é realmente pequena. Quanto menor, menos coisas devem ficar. Então será a hora de classificá-las segundo categorias que estipularmos, agrupando-as por aproximação. E então distribuí-las arrumadinhas nas gavetas, caixas e compartimentos, de modo a estarem acessíveis no cotidiano.

Nosso interesse maior aqui é abordar a questão da decoração, sabemos. Mas é importante frisar que nenhuma decoração se sustenta numa casa que é um caos, habitada por quem não consegue manter sua constituição minimamente tal como concebida. Por que decoração não é só o piso que se coloca, a cor das paredes, objetos de design caros. Design é pensamento, critério, dinâmica.

Os móveis devem ser bem escolhidos, de acordo com a quantidade de elementos que se tem na casa, para acomodá-los adequadamente, além de terem estilo, aquele que agrade ao perfil de quem aí vive. Clássico, contemporâneo, rebuscado, minimalista… são muitos. E podem sim serem concomitantes na constituição do espaço, o que dosa é o bom-senso.

Móveis planejados, ao menos em sua maioria, são uma boa pedida. Mas cuidado para que não sejam todos do tipo que não podem nunca serem reposicionados, ou você fica amarrado num layout para sempre.

Poucos e expressivos objetos de decoração. Sejam os de valor sentimental (a escultura herdada da família, o quadro que a sua mãe pintou, a poltrona do avô) ou cujo design seja interessante (o que não significa que precise custar fortunas).

Luz natural, por favor! Quanto mais, melhor, preze por isso. Mas invista também num projeto lumino-técnico, influi muito na decor. E pense bem nas cores e texturas para as paredes (nada opressivo, a atmosfera deve suscitar bem-estar).

Pensados estes aspectos, agora sim você tem a faca e o queijo para dar seu toque pessoal. Casa pequena pode sim ser puro charme e ter muita personalidade.

 

Marina Arruda  é colaboradora da Revista Viva Decora, designer de interiores e designer gráfica, com formação em personal organizer. Mestrado em Comunicação e Semiótica, tendo realizado pesquisa que aborda as relações entre sujeito-objeto e corpo-mente-ambiente, relacionando áreas como design e cognição.