Centro Georges Pompidou: veja 5 curiosidades sobre a obra que chocou Paris!

O Centro Georges Pompidou é uma das obras mais icônicas da arquitetura por vários motivos.

Além de ser um dos primeiros trabalhos de dois dos arquitetos mais famosos do mundo, a obra marca o início do movimento High Tech.

Seu visual peculiar já foi até mesmo inspiração para uma marca de tênis. Quer saber mais curiosidades sobre esse museu incrível?

Neste artigo, vamos contar a história do Centro Georges Pompidou e mostrar detalhes da sua fachada e interior. Acompanhe!

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Centro Georges Pompidou: o ícone da arquitetura High Tech que chocou Paris

 

Centro Georges Pompidou

Centro Georges Pompidou

Centro Georges Pompidou: durante a construção

Centro Georges Pompidou: durante a construção

O Centro Georges Pompidou (Centre Georges Pompidou) fica localizado na praça Beaubourg, no coração de Paris.

A obra, inaugurada em 1977, é fruto de um projeto encomendado pelo presidente do país na época, Georges Pompidou.

O governante francês queria criar um espaço cultural onde a arte moderna e contemporânea pudessem conviver de forma harmoniosa com outras formas de expressões artísticas como livros, música e cinema.

Ele realizou um concurso para escolher a melhor ideia, e os vencedores foram dois arquitetos, até então, desconhecidos: Renzo Piano e Richard Rogers.

Centro Georges Pompidou: Renzo Piano e Richard Rogers

Centro Georges Pompidou: Renzo Piano e Richard Rogers

O museu ocupa um pouco menos que a metade do seu lote, o que permitiu a criação de uma enorme praça onde os visitantes podem acompanhar apresentações de artistas.

O Centro Georges Pompidou está dividido em seis pavimentos de 7.500 m² cada um.

Cada andar tem uma altura de 7m entre o piso e o teto.

O quarto e o quinto concentram as exposições permanentes do Museu Nacional de Arte Moderna, o maior museu Europeu desse tipo.

Centro Georges Pompidou: Planta (corte)

Centro Georges Pompidou: Planta (corte)

O Centro Georges Pompidou também abriga a Biblioteca Pública de Informação e o IRCAM, uma instituição voltada para a pesquisa e criação de músicas.

Centro Georges Pompidou: Biblioteca Pública de Informação (BPI)

Centro Georges Pompidou: Biblioteca Pública de Informação (BPI)

Centro Georges Pompidou: IRCAM

Centro Georges Pompidou: IRCAM

Centro Georges Pompidou: Guia do Museu

Centro Georges Pompidou: Guia do Museu

Centro Georges Pompidou: arquitetura

 

A arquitetura francesa é repleta de obras com estilos clássicos.

Diante desse contexto, é fácil imaginar o choque da população francesa ao se deparar pela primeira vez com Centro Georges Pompidou.

Centro Georges Pompidou: vista aérea

Centro Georges Pompidou: vista aérea

Durante muitos anos, o Centro Georges Pompidou alvo de críticas da população devido ao estilo moderno e provocador, bem diferente dos arredores do bairro.

A ideia foi a de criar um edifício totalmente novo, que chocou muito os parisienses quando foi aberto porque parecia uma fábrica. Mas a originalidade era que o público podia encontrar ali todas as disciplinas artísticas e circular entre música, arte, cinema, enfim, todos os domínios culturais do século XX.

– Brigitte Lehalle, diretora-adjunta do Centro Georges Pompidou

A obra é considerada a primeira no estilo High Tech, uma corrente da arquitetura que nasceu nos anos 70 e consiste no uso de materiais de alta tecnologia na construção de edifícios.

O que chama a atenção logo de cara na arquitetura do Centro Georges Pompidou é o uso inovador de conexões, tubos e cabos de aço.

Todas essas estruturas ficam expostas, é como se o visitante tivesse uma visão de raio X da obra.

Centro Georges Pompidou: tubos coloridos

Centro Georges Pompidou: tubos coloridos

Além de oferecer uma aparência tecnológica, essa infraestrutura externa do Centro Georges Pompidou permitiu o melhor aproveitamento do espaço interno.

Os sistemas hidráulicos, elétricos e de locomoção pelo local foram divididos por cores, dando um ar moderno e divertido para a obra.

Veja o que cada cor representa:

Branco: estrutura principal e os maiores componentes da ventilação.

Prateado: escadas e elevadores.

Azul: elementos de ventilação.

Verde: instalações hidráulicas e de incêndio.

Amarelo e Laranja: elementos do sistema elétrico.

Vermelho: elementos relacionados a circulação pelo edifício.

Outro destaque da arquitetura do Centro Georges Pompidou é a conexão que existe entre o interior e o exterior da obra.

Além da transparência da infraestrutura, as entradas e saídas foram distribuídas com o objetivo de facilitar essa movimentação entre os ambientes.

Dessa forma, os visitantes podem ter uma bela vista da cidade de Paris em qualquer lugar do Centro Georges Pompidou.

Centro Georges Pompidou: passagem coberta com tubo transparente

Centro Georges Pompidou: passagem coberta com tubo transparente

Centro Georges Pompidou: interior

Centro Georges Pompidou: interior

Centro Georges Pompidou: área externa

Centro Georges Pompidou: área externa

5 curiosidades sobre o Centro Georges Pompidou

 

1- Uma das obras mais visitadas da França

 

O Centro Georges Pompidou recebe anualmente cerca de 6 milhões de visitantes por ano, é uma das obras mais visitadas da França.

2- A maior biblioteca pública da Europa

 

A Biblioteca Pública de Informação presente no Centro Georges Pompidou é a maior biblioteca pública da Europa. O local recebe cerca de 4.000 pessoas por dia.

3- A resistência de Richard Rogers

 

Richard Rogers, no começo, não queria participar do edital do concurso do projeto do Centro Georges Pompidou. Mas depois de muita insistência de um escritório interessado em contratá-lo juntamente com Renzo Piano, ele acabou aceitando a participação.

4- Júri famoso com presença brasileira

 

Arquitetos famosos estiveram no júri que escolheu o projeto do Centro Georges Pompidou, entre eles Philip Johnson e Oscar Niemeyer.

5- Homenagem da Nike

 

Centro Georges Pompidou: Air Max 1 inspirado no museu

Centro Georges Pompidou: Air Max 1 inspirado no museu

Centro Georges Pompidou: sola

Centro Georges Pompidou: sola

Em 2018, a Nike lançou uma edição especial da sua linha Air Max 1 inspirada no Centro Georges Pompidou.

O tênis tem tubos coloridos ao longo das costuras e um P na sola, fazendo referência à fachada icônica da obra.

O designer de calçados responsável pelo tênis, Tinker Hatfield, também é formado em arquitetura.

Renzo Piano e Richard Rogers fizeram história com o Centro Georges Pompidou. Conheça a biografia e projetos de outros arquitetos icônicos:

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