A importância das cores na arquitetura e seus significados

As cores na arquitetura são de fundamental importância. Muito citadas no design de interiores, também devem ser levadas em conta nos demais elementos dos projetos arquitetônicos, como fica claro na polêmica cor vermelha usada por Lina Bo Bardi nas colunas do MASP, por exemplo.

O ser humano tem uma longa relação com as cores, desde de os primórdios da civilização, nos primeiros agrupamentos pré-históricos, quando eram sinais marcantes em suas vidas: o vermelho do sangue, o amarelo da luz do sol (e do ouro, mais adiante, na história), o azul do céu aberto e do mar, o verde das plantas crescendo, o marrom da terra e o colorido de alguma flores e frutas.

Com isso, a psicologia das cores tem um forte poder sobre as impressões e percepções das pessoas, podendo até mesmo alterar seu estado de espírito, em alguns casos.

Nesta postagem, vamos passar algumas dicas sobre as cores e seus significados, além de formas de usar essas cores na arquitetura.

E se você ficou curioso e quer saber mais detalhes sobre o MASP, confira agora mesmo este texto de nosso blog: O MASP de Lina Bo Bardi: bruta simplicidade

Como usar as cores na arquitetura: dicas e ferramentas

 

Antes de falarmos da roda de cores, combinações, de paletas de cores e da famosa escala Pantone, vamos entender que sentimentos cada cor transmite.

Cores e significado

 

É importante ter em mente que estes conceitos variam muito, não só de pessoa para pessoa, mas conforme a cultura e a região do mundo onde as cores são usadas na arquitetura.

Azul

 

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cores na arquitetura: azul

Amplo, abrangente e irrestrito, o azul é a cor do céu sem nuvens, um céu em que se pode confiar e que permite trabalhar muito bem ao ar livre e se divertir mais ainda.

O azul também é a cor do mar, sempre presente e, apesar disso, sempre mutável. O azul passa sentimentos de confiança, sabedoria, solidez e tradição, mas deve ser usado com cuidado na arquitetura, principalmente nos tons escuros.

Verde

 

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cores na arquitetura: verde

A cor da juventude, da natureza e do crescimento, tem fama de acalmar, pois não força a visão. Ambientes em que se busca equilíbrio, como bibliotecas e salões de jogos (para jogar bem é preciso estar com as emoções sob controle) e até clínicas, são ideais para ela.

Já reparou que os quadros negros das escolas, muitas vezes, na verdade eram verdes? E você acha que o feltro da mesa de bilhar é verde por quê?

Vermelho

 

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cores na arquitetura: vermelho

Outra das cores na arquitetura que deve ser usada com cuidado. Além de Lina Bo Bardi, que a usou nas já citadas colunas do MASP, outro arquiteto brasileiro famoso que costumava usar detalhes vermelhos em suas obras era Oscar Niemeyer, como fez no monumento da palma aberta no Memorial da América Latina e no Auditório Ibirapuera.

O vermelho é a cor da paixão e do excitamento, por isso, se não for usado com equilíbrio, pode não surtir o efeito desejado, que é, em alguns casos, de aconchego e calor, e não de excitamento.

Amarelo

 

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cores na arquitetura: amarelo

Luz é sinônimo de vida, o oposto das trevas. Conhecia como uma cor que ativa os sentidos, todos eles, o amarelo pode estimular a criatividade e, ao mesmo tempo, se combinado com cores análogas, passar um sentimento de calor.

Laranja

 

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cores na arquitetura: laranja

Não tão excitante quanto o vermelho, nem tão luminoso quanto o amarelo, o laranja pode transmitir uma ideia de transição e até mesmo de rusticidade, quando associado a texturas ou quando em tom de saibro, uma variação muito comum do uso dessa cor na arquitetura.

A arte em giz pode ser um detalhe interessante, em diferentes cores de paredes. Baixe nosso e-book gratuito e saiba mais sobre esta técnica: 10 técnicas de arte em giz – para você criar e aprimorar seus trabalhos em chalkboard

Combinação de cores na arquitetura

 

Duas ferramentas importantes para o uso das cores na arquitetura são a roda das cores e a escala Pantone.

Roda das cores ou círculo das cores

 

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cores na arquitetura: roda das cores

A roda das cores é uma representação gráfica das três cores primárias, azul, amarelo e vermelho, de forma a ficar fácil identificar como elas podem se combinar para formar outras cores (secundárias: verde, laranja e roxo; e terciárias: combinação de primárias e secundárias).

Além disso, a roda das cores ajuda a se perceber combinações entre cores complementares, análogas e outras nomenclaturas mais específicas.

Cores complementares são aquelas que ficam em campos diametralmente opostos do círculo, como vermelho e verde, ou azul e laranja. Nesse caso, se trabalha com uma ideia de contrastes.

Cores análogas são as cores que estão lado a lado no círculo, passando sentimentos de harmonia.

Escala Pantone

 

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cores na arquitetura: Escala Pantone

A escala Pantone não é só usada para definir cores na arquitetura, mas em diversas outras atividades, principalmente no design gráfico.

O mais interessante é que Pantone é a marca de uma empresa de tintas. Trata-se de um sistema especial que defina as cores por códigos, uma sequência de números e letras e, assim, quando um a cor é escolhida através deste sistema, fica impossível errar na hora de aplicá-la.

Cores quentes e cores frias

 

Este é um conceito que pode ajudar a compor combinações em ambientes internos e é uma nomenclatura muito comum e fácil de fazer seus clientes entenderem as razões de sua escolha de cores.

As cores quentes são o laranja, o amarelo e o vermelho, matizes energizantes que passam uma sensação de aconchego, como estar junto dos amigos em frente de uma lareira.

Já as cores frias são o verde, o violeta e o azul, usualmente relacionadas com a calma e a introspecção. Assim, se é hora de estudar e trabalhar, podem ser uma boa indicação para um ambiente.

Mas lembre-se: não deixe de combinar estes dois conceitos com os outros citados acima, um pouco mais técnicos, como a psicologia das cores na arquitetura e, principalmente, o círculo das cores.

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